Buscas por jovem que desapareceu ao sair para buscar pão têm desfecho assustador

As investigações sobre a morte de Alexander Nelson Nitz Kruczkievicz, de 28 anos, avançam sob a coordenação de forças de segurança de Santa Catarina e do Paraná, em uma operação de caráter interestadual que busca esclarecer um crime tratado como latrocínio, com indícios de possível ligação com o tráfico de entorpecentes.

Natural do município de Itaiópolis, no Planalto Norte catarinense, Alexander foi encontrado sem vida no dia 28 de novembro de 2025, às margens de uma rodovia em São Mateus do Sul (PR). Desde o primeiro momento, as circunstâncias chamaram a atenção das autoridades, que identificaram sinais claros de violência e indícios de que o crime teria sido cometido de forma planejada.

Segundo informações da Polícia Civil, a vítima foi localizada com mãos e pés amarrados, o que reforçou a hipótese de execução e afastou, inicialmente, a possibilidade de um crime casual. Diante da complexidade do caso e da suspeita de que os fatos tenham se iniciado em outro estado, foi montada uma força-tarefa envolvendo diferentes delegacias e unidades policiais.

A operação contou com equipes da 3ª Subdivisão Policial de São Mateus do Sul, da Polícia Civil de Rio Negro (PR), da Polícia Civil de Itaiópolis (SC) e com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina. A cooperação entre os estados foi fundamental para o avanço das investigações, uma vez que o crime apresenta características típicas de ações interestaduais.

De acordo com os investigadores, o caso teria começado em território catarinense, onde ocorreu a subtração do veículo de Alexander. Em seguida, a vítima teria sido levada até o Paraná, onde o crime foi consumado. Essa dinâmica reforçou a necessidade de atuação conjunta, com troca constante de informações e alinhamento das estratégias policiais.

Com autorização da Justiça do Paraná, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de envolvimento no caso. Durante uma dessas diligências, um homem de 33 anos foi preso em flagrante por envolvimento com o tráfico de drogas. No imóvel, os policiais encontraram 26 gramas de maconha, já fracionadas e prontas para comercialização, além de outros materiais que agora passam por análise pericial.

A prisão reforçou a linha de investigação que aponta para uma possível relação entre o assassinato de Alexander e o ambiente do tráfico, levantando a hipótese de que o latrocínio possa ter sido consequência de conflitos, cobranças ou acertos ligados a atividades ilícitas. No entanto, a polícia ressalta que nenhuma conclusão definitiva foi anunciada até o momento.

O delegado responsável pelo inquérito informou que parte das informações permanece sob sigilo, medida necessária para garantir a eficácia das investigações e preservar a integridade das provas. Segundo ele, novas diligências estão em andamento, incluindo a análise de dados, depoimentos e o cruzamento de informações entre as equipes envolvidas.

A expectativa das autoridades é de que o avanço das apurações permita esclarecer completamente a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e responsabilizar os autores. Enquanto isso, familiares e amigos de Alexander aguardam respostas, em meio à dor e à esperança de que a Justiça seja feita.

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