A angústia e o desespero continuam tomando conta de familiares e moradores de Bacabal, no interior do Maranhão, diante do desaparecimento de duas crianças que já completa 12 dias sem respostas. Ágatha Isabelle Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de apenas 4, seguem desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, em um caso que mobiliza forças de segurança, voluntários e toda a comunidade local.
Desde o sumiço, equipes da Polícia Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros, moradores da zona rural e voluntários, realizam buscas intensas em áreas de mata, estradas vicinais e povoados da região. No entanto, um achado recente trouxe ainda mais tensão às investigações e aumentou o clima de medo: três cruzes de madeira foram encontradas enterradas em uma área de mata, justamente onde as buscas vinham sendo realizadas.
O local, situado na zona rural de Bacabal, a cerca de 250 quilômetros de São Luís, foi imediatamente isolado pelas autoridades para perícia. A Polícia Civil informou que investiga se as cruzes possuem alguma relação direta com o desaparecimento das crianças ou se foram colocadas ali por outros motivos ainda desconhecidos.
Descoberta causou forte impacto emocional
Voluntários que participavam das buscas relataram que a cena provocou forte abalo emocional entre todos os envolvidos. A presença das cruzes em uma área já marcada pela esperança de encontrar as crianças com vida reacendeu o clima de mistério e preocupação na região.
Durante as operações anteriores, outros indícios também chamaram a atenção dos investigadores. Peças de vestuário foram localizadas na mata, incluindo um short e uma sandália pertencentes a Anderson Kauã Barbosa Reis, primo das crianças.
Anderson havia desaparecido junto com Ágatha e Allan, mas foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro, três dias após o sumiço. Ele foi localizado por um carroceiro em um povoado vizinho, apresentando sinais de desorientação, mas sem ferimentos graves. O menino recebeu atendimento médico e psicológico, e seu depoimento passou a integrar a investigação.
Buscas entram em nova fase
Com o passar dos dias e a ausência de pistas conclusivas, as autoridades decidiram ampliar o perímetro de busca. Na última quarta-feira, dia 14, as equipes concentraram os esforços em um grande lago da região, considerado um ponto estratégico dentro da área investigada.
Mergulhadores especializados foram acionados para realizar varreduras subaquáticas, enquanto cães farejadores, drones e equipes terrestres seguem atuando em paralelo. A estratégia busca cobrir todos os cenários possíveis, diante da complexidade do caso.
Apesar do alívio momentâneo com o resgate de Anderson com vida, o paradeiro de Ágatha e Allan permanece desconhecido, aumentando a aflição dos familiares. A cada dia sem respostas, cresce também a pressão por esclarecimentos e por uma solução definitiva.
Comunidade vive clima de apreensão
A descoberta das cruzes intensificou o temor entre moradores da zona rural, que acompanham de perto o desenrolar do caso. O silêncio da mata, antes cenário de buscas esperançosas, agora carrega um peso ainda maior de incerteza.
As autoridades reforçam que nenhuma hipótese está descartada e que todas as pistas estão sendo analisadas com cautela. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, cruzando informações e aguardando laudos periciais para avançar na investigação.
Enquanto isso, famílias e moradores seguem unidos em correntes de oração e mobilizações solidárias, na esperança de que as crianças sejam encontradas e que o mistério que envolve o desaparecimento seja finalmente esclarecido.