Identificadas as três vítimas fatais da queda de helicóptero no Rio de Janeiro

A queda de um helicóptero registrada na manhã deste sábado, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, resultou na morte de três pessoas e provocou grande mobilização de equipes de resgate e órgãos de investigação. O acidente ocorreu em uma área de mata de difícil acesso e está sendo apurado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB).

A aeronave envolvida no acidente era um Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS. De acordo com informações preliminares, o helicóptero realizava manobras aéreas após uma troca de pilotos quando desapareceu do radar. Moradores da região acionaram o Corpo de Bombeiros por volta das 9h55, relatando a queda em uma área próxima à Avenida Levy Neves.

As vítimas foram identificadas como Sérgio Nunes Miranda, major da Força Aérea Brasileira; Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro; e Diego Dantas Lima Morais, instrutor de voo e único civil a bordo da aeronave.

O capitão Lucas Silva Souza, que pilotava o helicóptero no momento da queda, integrava o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros e havia completado cinco anos no posto de capitão no mês anterior. Em 2025, ele teve destaque nacional ao ser reconhecido por um artigo premiado sobre segurança jurídica em missões aeromédicas, tema considerado estratégico para operações de salvamento aéreo no país.

Já o major Sérgio Nunes Miranda, da FAB, era conhecido não apenas por sua atuação profissional na área da aviação, mas também por seu engajamento social. Nas redes sociais, ele compartilhava conteúdos educativos sobre aviação e divulgava ações do Projeto Semeando o Amanhã, iniciativa que coordenava e que oferece apoio a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social.

O terceiro ocupante da aeronave, Diego Dantas Lima Morais, atuava como instrutor de voo no setor da aviação executiva e possuía experiência na formação de pilotos. Ele era responsável por treinamentos técnicos e acompanhamento operacional de aeronaves civis.

Segundo informações apuradas, o helicóptero decolou inicialmente do hangar da Helimar, no Recreio dos Bandeirantes, e realizou uma parada no Clube Céu, em Sepetiba, onde ocorreu a troca de pilotos. Após a nova decolagem, a aeronave executou manobras conhecidas como circuito de voo, procedimento comum em treinamentos, antes de perder contato.

As operações de resgate se estenderam ao longo do dia. Equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio aéreo e terrestre, trabalharam na localização e remoção dos corpos, enfrentando dificuldades devido à vegetação densa e ao terreno irregular. Helicópteros e viaturas foram posicionados estrategicamente nos acessos à área de mata.

O CENIPA informou que já iniciou a chamada Ação Inicial, fase que inclui a preservação do local do acidente, coleta de dados, análise dos destroços e levantamento de informações operacionais. O órgão reforçou que a investigação tem caráter preventivo e não busca atribuir culpa, mas sim identificar fatores contribuintes para evitar novos acidentes.

A Força Aérea Brasileira comunicou que um relatório final será elaborado e disponibilizado ao público após a conclusão da apuração técnica. Até lá, as causas do acidente permanecem indeterminadas.

A tragédia gerou forte comoção. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e a FAB divulgaram notas oficiais lamentando as mortes e destacando a dedicação, o profissionalismo e a trajetória exemplar dos envolvidos. Colegas, amigos e instituições ligadas à aviação também prestaram homenagens nas redes sociais.

O acidente reacende o debate sobre segurança operacional na aviação, especialmente em voos de treinamento, e reforça a importância das investigações técnicas para a prevenção de futuras ocorrências.

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