Idosa de 81 anos desaparece após sair para igreja e é encontrada em área de mata

Momentos de apreensão e solidariedade marcaram o município de Cabo Verde, no Sul de Minas Gerais, após o desaparecimento de Francisca Diniz da Silva, de 81 anos, conhecida carinhosamente por todos como Tia Ana. A idosa saiu de casa na tarde de domingo, dia 18 de janeiro, por volta das 17h, informando aos familiares que seguiria para a igreja, como costumava fazer. No entanto, o retorno não aconteceu, dando início a uma longa e angustiante espera.

Com o passar das horas sem qualquer contato ou informação, a preocupação tomou conta da família, que rapidamente acionou vizinhos e amigos. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a confirmar que Tia Ana foi vista caminhando sozinha pelas ruas da cidade, aparentemente tranquila, o que aumentou a esperança de que estivesse bem, mas também levantou dúvidas sobre o rumo que havia tomado.

À medida que a noite avançava, o desaparecimento passou a mobilizar um número cada vez maior de pessoas. Familiares, moradores da região e conhecidos se organizaram em grupos e iniciaram buscas pelas proximidades da residência, ruas vizinhas, áreas abertas e caminhos frequentemente utilizados pela idosa. A cidade se uniu em um esforço coletivo, movido pela preocupação e pelo carinho que Tia Ana sempre despertou na comunidade.

O trabalho ganhou reforço importante com a chegada do Corpo de Bombeiros, que passou a coordenar as buscas de forma estratégica, orientando os voluntários e direcionando os esforços para áreas mais amplas, incluindo regiões rurais e trechos de mata próximos ao perímetro urbano. A experiência das equipes foi essencial para organizar a operação e manter o foco durante a madrugada.

Entre os voluntários, destacou-se a atuação de José Claro Júnior, morador da região e profundo conhecedor das áreas de vegetação ao redor da cidade. Atento aos detalhes do terreno, ele conseguiu identificar possíveis rastros deixados pela idosa, além de encontrar os calçados que teriam sido abandonados durante o trajeto. A descoberta foi decisiva para redirecionar as buscas e reforçar a suspeita de que Tia Ana havia adentrado a mata.

Após quase 18 horas de procura intensa, o desfecho trouxe alívio e emoção. Por volta das 14h desta segunda-feira, dia 19 de janeiro, depois de cerca de uma hora e meia de varredura em meio à vegetação, José Claro Júnior conseguiu localizar a idosa. Ela estava consciente, calma e sem sinais aparentes de ferimentos.

Segundo o voluntário, ao ser encontrada, Tia Ana demonstrou serenidade e surpreendeu a todos ao relatar que havia passado a noite no local de forma tranquila. De acordo com ele, a idosa afirmou ter se sentido bem no ambiente natural, revelando uma afinidade inesperada com a mata, apesar da idade avançada. O resgate ocorreu após ele chamá-la repetidas vezes, até que conseguiu ouvir sua resposta.

Imediatamente após ser encontrada, Tia Ana foi encaminhada ao hospital do município para avaliação médica. A equipe de saúde realizou exames de rotina e confirmou que seu estado era estável. Não foram identificadas lesões graves, nem complicações decorrentes do tempo que passou ao ar livre, o que chamou a atenção dos profissionais e tranquilizou a família.

O caso, que começou com horas de incerteza, terminou com um reencontro marcado por alívio, gratidão e emoção. Familiares agradeceram o empenho de todos os envolvidos, especialmente dos voluntários e das equipes de resgate, destacando a importância da união da comunidade em momentos delicados como esse.

Além do desfecho positivo, o episódio serve como alerta para a necessidade de atenção redobrada com idosos, especialmente em deslocamentos sozinhos, e reforça o valor da mobilização rápida e solidária em situações de desaparecimento.

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