VÍDEO: Funcionária de 21 anos supermercado é morta por ex-colega de trabalho durante expediente

Um episódio de profunda comoção abalou o município de Iporá, no interior de Goiás, e reacendeu o debate sobre segurança em ambientes de trabalho. Uma jovem funcionária de um supermercado local perdeu a vida durante o expediente após ser atacada por um ex-colega de trabalho, em um caso que está sendo apurado pelas autoridades policiais.

A vítima foi identificada como Natasha Eduarda Alves de Sá, de 21 anos, que exercia a função de supervisora no estabelecimento. Segundo informações da Polícia Civil, o ataque ocorreu dentro do próprio supermercado, em horário de funcionamento, surpreendendo clientes e funcionários que estavam no local.

Natasha chegou a receber atendimento de emergência logo após o ocorrido e foi encaminhada a uma unidade de saúde da região. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos, o que gerou grande comoção entre familiares, colegas de trabalho e moradores da cidade.

Suspeito foi preso em flagrante

O autor do ataque, um jovem de 20 anos, foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. De acordo com as investigações preliminares, ele havia trabalhado anteriormente no mesmo supermercado, no setor de estoque, e foi desligado da empresa cerca de dois meses antes do ocorrido.

Conforme relato das autoridades, o suspeito entrou no estabelecimento como qualquer cliente e se dirigiu até o setor onde ficam armazenadas facas utilizadas no açougue. Imagens do circuito interno de segurança mostram o momento em que ele escolhe uma delas e, em seguida, vai ao encontro da vítima.

Testemunhas relataram que, minutos antes do ataque, o jovem teria chamado Natasha para uma conversa. Logo depois, a agressão ocorreu, causando pânico entre os presentes. Funcionários tentaram prestar auxílio imediato, enquanto equipes de emergência eram acionadas.

Motivação apontada como vingança

Durante depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou que a motivação teria sido um sentimento de vingança. Ele alegou que se sentia frequentemente criticado por Natasha no período em que trabalhavam juntos, quando ela ocupava o cargo de supervisora direta.

A polícia informou que não havia qualquer tipo de relacionamento afetivo entre vítima e agressor, descartando, até o momento, a aplicação de dispositivos previstos na Lei Maria da Penha, que trata de violência no contexto doméstico ou familiar.

Ainda segundo as autoridades, não há confirmação oficial sobre a existência de transtornos psicológicos ou psiquiátricos por parte do suspeito. Essa possibilidade foi mencionada por familiares da vítima, mas a polícia trata o assunto com cautela e aguarda laudos técnicos para qualquer conclusão.

Investigação continua

A investigação segue em andamento, com a realização de novas oitivas. Entre as pessoas que devem prestar depoimento está o proprietário do supermercado, além de funcionários que estavam presentes no momento do ocorrido. O objetivo é esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e verificar se houve falhas nos protocolos de segurança do local.

O suspeito deve responder por homicídio qualificado, considerando as circunstâncias e a forma como o ataque foi cometido.

Comoção e despedida

Natasha Eduarda Alves de Sá era descrita por colegas como uma jovem dedicada, responsável e respeitosa no ambiente de trabalho. Sua morte causou grande impacto na comunidade local e nas redes sociais, onde amigos e conhecidos prestaram homenagens e mensagens de solidariedade à família.

O velório ocorre na cidade de Piranhas, município vizinho, e o sepultamento está programado para o fim da tarde, reunindo familiares, amigos e moradores que lamentam a perda precoce.

Reflexão sobre segurança no trabalho

O caso levanta novamente discussões sobre a necessidade de medidas preventivas em ambientes corporativos, incluindo a identificação de conflitos interpessoais, acompanhamento psicológico quando necessário e protocolos mais rigorosos para evitar episódios de violência.

Especialistas ressaltam que o ambiente profissional deve ser um espaço seguro, onde divergências sejam tratadas de forma adequada, evitando que situações de tensão evoluam para consequências irreversíveis.

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