Termina a luta de mulher dada como morta por engano pelo SAMU em SP

Chegou a um desfecho mais esperançoso a luta de Fernanda Policarpo, de 29 anos, jovem que foi declarada morta por engano após um atropelamento na cidade de Bauru, no interior de São Paulo. Nesta segunda-feira (26 de janeiro de 2026), ela apresentou evolução clínica significativa e recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, sendo transferida para a enfermaria.

De acordo com a equipe médica, o estado de saúde de Fernanda é considerado estável, um resultado surpreendente diante da gravidade do acidente e da falha ocorrida no atendimento inicial.

O caso aconteceu na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). Após ser atropelada por um veículo utilitário esportivo (SUV), Fernanda foi atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que informou, ainda no local, que a vítima não apresentava sinais vitais.

Minutos depois, porém, a situação tomou um rumo inesperado. Socorristas da concessionária Eixo SP, responsáveis pelo trecho da rodovia, chegaram ao local e constataram que a jovem ainda tinha batimentos cardíacos. Imediatamente, eles iniciaram manobras de reanimação e realizaram a intubação, conseguindo estabilizá-la e encaminhá-la ao hospital.

A intervenção rápida foi decisiva para salvar a vida da vítima.

O episódio teve grande repercussão e levou a Secretaria de Saúde de Bauru a instaurar um processo administrativo para apurar a conduta da equipe do Samu. O objetivo é entender por que os protocolos obrigatórios para constatação de óbito — como verificação de pulso, respiração e resposta pupilar — não foram corretamente aplicados.

Além da apuração administrativa, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o atropelamento, registrado como lesão corporal culposa. O motorista do veículo permaneceu no local, não apresentava sinais de embriaguez e colaborou com as autoridades desde o início.

O caso reacende o debate sobre a importância do rigor nos protocolos de atendimento pré-hospitalar, especialmente em situações de trauma grave, onde cada minuto pode ser decisivo entre a vida e a morte.

A recuperação de Fernanda é vista como um verdadeiro alívio para familiares e amigos, ao mesmo tempo em que expõe uma falha grave que agora será analisada pelas autoridades competentes.

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