Um crime violento ocorrido em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, provocou comoção entre moradores e ganhou repercussão nacional. Um adolescente de 17 anos foi apreendido em flagrante após matar duas pessoas e deixar uma terceira gravemente ferida durante um ataque dentro de uma padaria no bairro Lagoa.
Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o jovem foi até o estabelecimento para se encontrar com a ex-namorada, uma adolescente de 16 anos, que trabalhava como operadora de caixa no local. O encontro terminou em uma discussão, que teria sido motivada por ciúmes.
De acordo com o relato policial, o suspeito usava capacete e touca no momento do crime. Durante a discussão, uma cliente de 56 anos e uma adolescente de 14 anos, que também trabalhava na padaria, tentaram intervir na situação.
Após a intervenção, o agressor teria se exaltado ainda mais, sacado uma arma de fogo e iniciado os disparos. A ex-namorada foi a primeira vítima, sendo atingida no braço e na cabeça. Em seguida, o adolescente atirou contra a cliente de 56 anos, que foi baleada nas costas e morreu no local. Por fim, ele disparou contra a funcionária de 14 anos, atingida no braço, na perna e na cabeça.
A adolescente de 14 anos foi socorrida em estado grave e encaminhada para atendimento médico. Seu estado de saúde inspira cuidados.
Uma quarta funcionária, de 19 anos, presenciou todo o ataque. Segundo informações da polícia, ela não foi atingida, mas relatou ter sido intimidada pelo agressor antes da fuga.
Após o crime, o adolescente fugiu do local em uma motocicleta. Ele foi localizado pouco tempo depois em sua residência, onde estava acompanhado da família. O jovem foi apreendido na presença da mãe e encaminhado às autoridades competentes.
A Polícia Civil realizou perícia no local e segue investigando a dinâmica e a motivação do crime. O adolescente deverá responder por ato infracional análogo a homicídio qualificado e tentativa de homicídio, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O caso reacende o debate sobre violência entre jovens, relacionamentos abusivos e a facilidade de acesso a armas, além da necessidade de medidas preventivas e acompanhamento psicológico para adolescentes envolvidos em conflitos emocionais intensos.