Mãe e filha de 2 anos são encontradas mortas dentro de casa e posição chama atenção das autoridades

Um episódio de extrema tristeza marcou o município de Mariana, na região Central de Minas Gerais, nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026). Uma mulher de 25 anos e sua filha, de apenas 2 anos, foram encontradas sem vida dentro da residência onde moravam, no bairro Santa Clara, gerando comoção entre vizinhos e autoridades locais.

As vítimas foram identificadas como Larissa Oliveira e a pequena Maria Fernanda. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, da perícia técnica e da Polícia Civil, que agora conduz as investigações para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

De acordo com informações repassadas pelos policiais que atenderam o chamado, mãe e filha foram localizadas nos fundos da casa, situada na Rua Caetano Pinto. Um aspecto que chamou profundamente a atenção dos agentes foi a posição em que os corpos se encontravam: ambas estavam abraçadas, o que sugere um momento final marcado por tentativa de proteção e vínculo materno, cenário que emocionou até os profissionais mais experientes envolvidos na ocorrência.

A análise preliminar apontou que as mortes ocorreram no início da tarde, por volta das 13h, e teriam sido causadas por diversos ferimentos provocados por um objeto cortante. A perícia realizou os procedimentos técnicos no local e os corpos foram encaminhados para exames necroscópicos, que deverão confirmar oficialmente a dinâmica dos fatos.

O principal suspeito do crime é um homem de 24 anos, companheiro de Larissa e padrasto da criança. Ele foi localizado e preso pouco tempo após o ocorrido. Segundo a Polícia Militar, moradores da região acionaram as autoridades após ouvirem gritos vindos da residência e perceberem o suspeito caminhando pela rua logo depois, em aparente estado de desorientação.

Inicialmente, o homem tentou apresentar uma versão alternativa, alegando que uma terceira pessoa teria invadido o imóvel e cometido o crime. No entanto, durante o depoimento, entrou em contradição diversas vezes, o que levantou suspeitas imediatas. Diante das inconsistências e do contexto apresentado, ele acabou confessando a autoria dos atos.

Ainda conforme relato policial, o suspeito afirmou que a motivação estaria relacionada à descoberta de que a criança não seria sua filha biológica. Após a confissão, ele indicou um terreno baldio onde havia descartado o objeto utilizado, que foi localizado e recolhido para análise pericial.

A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu o caso e instaurou inquérito para reunir todas as provas necessárias. O homem deverá responder por duplo homicídio qualificado, com agravantes relacionados à violência doméstica e à vulnerabilidade das vítimas.

Além da investigação criminal, o caso gerou manifestações oficiais. A Prefeitura de Mariana divulgou uma nota lamentando profundamente o ocorrido, prestando solidariedade aos familiares e reforçando o repúdio a qualquer forma de violência contra mulheres e crianças.

O episódio reacende o debate sobre a importância de políticas públicas de prevenção à violência doméstica, acompanhamento psicológico e identificação precoce de sinais de risco, a fim de evitar que tragédias semelhantes continuem se repetindo.

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