LUTO: Mãe de 26 anos morre após exaustão extrema ao cuidar sozinha de filho autista

A morte de uma jovem mãe de 26 anos, responsável sozinha pelos cuidados do filho autista não verbal de 6 anos, causou grande comoção nas redes sociais e trouxe à tona um debate urgente sobre a realidade enfrentada por milhares de famílias no Brasil. Segundo relatos compartilhados por pessoas próximas, a mulher vivia sob uma rotina intensa e contínua de cuidados, sem o apoio necessário, o que teria levado a um quadro severo de exaustão física e emocional.

A jovem era a principal — e, em muitos momentos, a única — responsável pelo filho, que demandava atenção integral ao longo do dia e da noite. Crianças autistas não verbais costumam necessitar de acompanhamento constante, apoio para comunicação, organização da rotina e supervisão permanente, o que exige não apenas preparo emocional, mas também suporte profissional e social.

De acordo com relatos, a mãe enfrentava dificuldades para descansar, cuidar da própria saúde e manter uma rede de apoio estável. A sobrecarga, acumulada ao longo do tempo, afetou profundamente seu bem-estar físico e psicológico. Amigos e familiares afirmam que ela demonstrava cansaço extremo, mas seguia priorizando o filho, muitas vezes deixando suas próprias necessidades em segundo plano.

A morte da jovem reacendeu discussões importantes sobre a realidade de mães solo e cuidadores familiares, que frequentemente assumem responsabilidades complexas sem o acompanhamento adequado do poder público. Especialistas alertam que a ausência de apoio psicológico, descanso assistido, acompanhamento médico e políticas públicas eficazes pode levar a consequências graves para a saúde de quem cuida.

Profissionais da área de saúde mental explicam que o cuidado contínuo, quando realizado de forma isolada, pode gerar esgotamento profundo. A exaustão prolongada afeta o sistema imunológico, o equilíbrio emocional e a capacidade física, tornando o cuidador vulnerável a adoecimentos. Por isso, o acompanhamento regular e o suporte institucional são considerados essenciais.

Entidades que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência destacam que o cuidado não pode ser responsabilidade exclusiva de uma única pessoa. O acesso a serviços de apoio, como acompanhamento psicológico, atendimento multiprofissional, grupos de suporte e políticas de inclusão social, é fundamental para garantir qualidade de vida tanto para a criança quanto para quem cuida.

O caso também levanta reflexões sobre o papel da sociedade na construção de redes de acolhimento. Muitas famílias vivem situações semelhantes em silêncio, sem informação sobre direitos ou sem acesso a serviços públicos suficientes. A falta de visibilidade contribui para o isolamento e dificulta a busca por ajuda.

A história dessa jovem mãe deixa um alerta importante: cuidar também exige ser cuidado. Reconhecer os limites, oferecer suporte contínuo e ampliar políticas públicas voltadas a cuidadores são passos essenciais para evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *