O desaparecimento do jovem Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, segue mobilizando autoridades, voluntários e gerando grande comoção desde o início do ano. Na manhã desta segunda-feira (5 de janeiro), equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná retomaram as buscas na região do Pico Paraná, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
Roberto estava desaparecido desde a última quinta-feira (1º de janeiro), quando realizava uma trilha acompanhado de uma amiga, identificada como Thayane Smith. O local é conhecido por seu alto grau de dificuldade, exigindo preparo físico, experiência prévia e atenção constante às condições do terreno e do clima.
De acordo com informações repassadas pela própria jovem, os dois acabaram se separando durante o percurso. Thayane relatou que decidiu seguir em um ritmo mais acelerado, acompanhando um grupo de corredores que também realizava a trilha, enquanto Roberto permaneceu em um ritmo mais lento. Desde então, o jovem não foi mais visto.
O relato gerou intensa repercussão nas redes sociais, com parte dos internautas direcionando críticas à decisão de seguir adiante sem o amigo. Algumas publicações antigas feitas por Thayane passaram a circular amplamente, ampliando o debate público sobre responsabilidade, companheirismo e segurança em trilhas de alto risco.
Em uma das postagens, feita antes do desaparecimento, Thayane aparece ao lado de Roberto e escreve sobre a complexidade da trilha, destacando que se trata de um percurso exigente, que envolve riscos físicos e demanda preparo. Em outras publicações posteriores, o tom das mensagens foi interpretado de forma negativa por parte do público, o que intensificou as críticas direcionadas a ela.
Diante da repercussão, familiares de Roberto pediram cautela, evitando julgamentos precipitados e especulações nas redes sociais. Em manifestações públicas, a família ressaltou que o foco principal deve permanecer nas buscas e na esperança de encontrar o jovem com vida.
Segundo os parentes, Roberto pode estar apenas desorientado ou perdido na mata, situação que, embora grave, ainda permite um desfecho positivo. Eles também destacaram que a Polícia Civil do Paraná acompanha o caso e que qualquer conclusão sobre responsabilidades só deve ser feita após a apuração oficial dos fatos.
As buscas contam atualmente com 19 agentes do Corpo de Bombeiros, além do apoio de montanhistas voluntários experientes, que conhecem a região e auxiliam no mapeamento de trilhas alternativas, áreas de mata fechada e possíveis rotas percorridas pelo jovem.
O Pico Paraná é o ponto mais alto da Região Sul do Brasil e atrai aventureiros de diversas partes do país. No entanto, especialistas alertam que o local exige planejamento rigoroso, equipamentos adequados, comunicação eficiente e, sobretudo, que os integrantes do grupo permaneçam juntos durante todo o trajeto.
Casos como este reacendem a discussão sobre segurança em atividades de montanhismo, a importância da experiência prévia e a necessidade de protocolos claros para evitar separações durante trilhas. Também reforçam a relevância de campanhas educativas voltadas a praticantes iniciantes, especialmente em períodos de maior movimento, como feriados prolongados.
Enquanto as buscas continuam, a comunidade local, familiares e voluntários seguem unidos na esperança de que Roberto seja localizado em segurança. As autoridades reforçam que qualquer informação que possa ajudar deve ser repassada imediatamente aos canais oficiais, evitando a propagação de rumores que possam atrapalhar o trabalho de resgate.