A presença constante de aves e o forte odor percebido por moradores chamaram a atenção para um terreno baldio localizado no Setor Lago Sul, em Araguaína, no norte do Tocantins. O que inicialmente parecia apenas uma situação incomum acabou levando a uma descoberta que causou grande comoção na região. Na tarde da última segunda-feira, dia 5, foi encontrado no local o corpo de Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos, que estava desaparecida desde o primeiro dia de 2026.
O terreno onde o corpo foi localizado fica no cruzamento da Avenida do Comércio com a Rua Amarilis, em uma área com vegetação densa e pouco movimentada. De acordo com relatos de moradores da região, o mau cheiro já era sentido havia pelo menos três dias. No entanto, a movimentação frequente de urubus sobre o local foi o principal fator que levou os moradores a acionarem a Polícia Militar para averiguar a situação.
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais confirmaram a presença do corpo e isolaram a área para o trabalho da perícia. Equipes da Polícia Técnico-Científica foram acionadas e realizaram os primeiros levantamentos ainda no local. Conforme informações preliminares divulgadas pelas autoridades, foram identificadas perfurações na região do tórax da vítima, o que reforça a suspeita de que a morte ocorreu de forma violenta.
Familiares de Rozália compareceram ao local após serem informados pelas autoridades e reconheceram o corpo. Eles também prestaram depoimentos que auxiliaram na construção da linha inicial de investigação. Segundo os parentes, Rozália havia saído de casa no dia 1º de janeiro com a intenção de se encontrar com uma pessoa que conheceu recentemente por meio das redes sociais. Desde então, ela não havia retornado nem feito contato com familiares ou amigos, o que motivou o registro do desaparecimento.
A Polícia Civil informou que o caso agora está sob responsabilidade da 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Araguaína. Os investigadores trabalham para identificar a pessoa com quem Rozália teria marcado o encontro e buscam reconstruir seus últimos passos antes do desaparecimento. Para isso, estão sendo analisados registros telefônicos, conversas em redes sociais e possíveis imagens de câmeras de segurança da região.
O corpo de Rozália foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames complementares. Esses procedimentos são considerados essenciais para determinar com maior precisão a data do óbito, bem como identificar a possível arma utilizada. As informações obtidas a partir dos laudos devem contribuir de forma decisiva para o avanço das investigações.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Polícia Civil reforça que as apurações seguem em andamento e que diversas diligências estão sendo realizadas para esclarecer o caso. As autoridades também pedem a colaboração da população, destacando que qualquer informação que possa ajudar na identificação de envolvidos ou na elucidação dos fatos pode ser repassada de forma anônima.
O caso gerou grande repercussão entre moradores de Araguaína, especialmente na região do Lago Sul, onde o corpo foi encontrado. Muitos relataram sensação de insegurança e cobraram maior atenção do poder público para áreas abandonadas ou com pouca iluminação, que acabam se tornando pontos vulneráveis.
Especialistas destacam que situações como essa reforçam a importância de medidas preventivas, como a manutenção de terrenos baldios, o monitoramento de áreas isoladas e a conscientização sobre cuidados em encontros marcados por meio de plataformas digitais. A investigação segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento dos trabalhos policiais.