Uma mulher de 48 anos foi resgatada com vida após ser vítima de um estupro brutal e ser jogada dentro da Lagoa Azul, no bairro Duquesa II, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu no início da manhã deste sábado (17) e causou grande comoção entre moradores da região.
De acordo com informações repassadas pelo sargento Gilson, da 71ª Companhia do 35º Batalhão da Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta das 7h da manhã com a informação inicial de que se tratava de um possível homicídio ocorrido na Avenida das Azaleias.
No entanto, ao chegarem ao local, os militares constataram que a vítima ainda estava viva e já recebia atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acionada por moradores que presenciaram a cena.
Quem encontrou a mulher foi o comerciante Francisco, de 37 anos, que trabalha próximo à lagoa. Ele relatou à Polícia Militar que, por volta das 6h, enquanto montava sua barraca de bebidas, percebeu uma movimentação estranha na água e notou que havia uma mulher aparentemente se afogando.
Assustado, Francisco chamou uma vizinha para pedir ajuda e, em seguida, entrou na lagoa para resgatar a vítima. Ao puxá-la para fora da água, percebeu que a mulher estava nua da cintura para baixo, o que imediatamente levantou suspeitas de violência sexual.
Segundo o comerciante, as roupas da vítima estavam espalhadas na margem da lagoa, junto com sua bolsa, que continha todos os pertences pessoais, incluindo o celular. Nenhum objeto havia sido levado, o que reforça a hipótese de que o crime não teve motivação patrimonial.
Outros detalhes encontrados no local também chamaram a atenção dos moradores e da polícia. Próximo à trilha que dá acesso à avenida, foi localizado um pedaço de madeira com marcas de sangue, além de um cartão de transporte público, que pode ter sido utilizado pela vítima ou pelo agressor. Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia.
Pouco depois do resgate, o marido da vítima chegou ao local e prestou informações à polícia. Ele relatou que a esposa havia saído de casa por volta das 5h30, como fazia diariamente, para trabalhar como cuidadora de criança. Segundo ele, o trajeto era realizado há anos, sem que ela jamais tivesse sofrido qualquer tipo de violência.
O homem contou ainda que o casal está junto há 13 anos, nunca teve histórico de brigas, é evangélico e tem um filho de 12 anos, que no momento estava na casa de parentes, passando as férias escolares.
A mulher foi encaminhada em estado gravíssimo para o Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. De acordo com a equipe médica, ela apresentava cortes na testa e na boca, escoriações nos braços e pernas, fraturas no punho e nas costelas, além de lacerações no fígado e nos rins, o que indica extrema violência durante o ataque.
O caso está sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para identificar o autor do crime e esclarecer toda a dinâmica da agressão. A área onde a vítima foi encontrada passou por perícia, e imagens de câmeras de segurança da região devem ser analisadas.
O crime reforça o alerta sobre a vulnerabilidade de mulheres em deslocamentos cotidianos e reacende o debate sobre segurança pública, especialmente no início da manhã, horário em que muitas pessoas seguem para o trabalho.