Identificada a querida médica recém-formada que morre em violenta colisão em SC

As rodovias brasileiras continuam sendo palco de perdas que deixam marcas profundas em famílias e comunidades inteiras. Apesar dos constantes alertas sobre segurança viária, acidentes seguem ocorrendo e, muitas vezes, resultam em despedidas precoces que ninguém está preparado para enfrentar. Cada ocorrência vai além dos números oficiais: representa sonhos interrompidos, planos que não chegaram a se concretizar e histórias que poderiam ter sido diferentes.

Foi nesse contexto que Santa Catarina amanheceu em luto no último domingo, dia 18 de janeiro, após um grave acidente registrado na BR-282, no município de Campos Novos, na região Meio-Oeste do estado. A colisão resultou na morte da jovem médica Julia Picinini Pelinson, de apenas 25 anos, profissional recém-formada que iniciava sua trajetória na área da saúde.

Julia atuava na Unidade Básica de Saúde Clara Adélia, em Joaçaba, onde já havia conquistado o carinho de colegas e pacientes. Reconhecida pela postura atenciosa, pela empatia no atendimento e pelo compromisso com o cuidado humano, a médica era vista como uma profissional promissora, que começava a construir sua carreira com dedicação e sensibilidade.

De acordo com as informações apuradas pelas autoridades, Julia conduzia um Chevrolet Onix branco quando o veículo se envolveu em uma colisão frontal-lateral com um Toyota Yaris prata, nas proximidades da empresa Planalto. O impacto foi significativo e mobilizou equipes de resgate, Polícia Rodoviária Federal e serviços de emergência da região.

Além da médica, outra vítima fatal foi identificada: Neiva Marli Fuhr, de 49 anos, que estava como passageira no Toyota Yaris. Ambas não resistiram aos ferimentos e tiveram os óbitos confirmados ainda no local. O motorista do Yaris, um homem de 56 anos, foi socorrido em estado grave e encaminhado para atendimento hospitalar, onde permanece sob cuidados médicos.

As causas exatas do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes. A perícia técnica realizou os levantamentos necessários para esclarecer a dinâmica da colisão e identificar possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência. Até o momento, não foram divulgados detalhes conclusivos sobre as circunstâncias do ocorrido.

Em Joaçaba, onde Julia exercia sua função, a comoção foi imediata. A prefeitura do município decretou luto oficial de três dias em sinal de respeito e homenagem à profissional. Colegas de trabalho, gestores da saúde e pacientes manifestaram pesar, destacando não apenas a competência técnica da médica, mas também sua postura humana e acolhedora no dia a dia da unidade de saúde.

Nas redes sociais, mensagens de despedida se multiplicaram. Amigos, familiares e colegas lembraram Julia como uma jovem cheia de sonhos, descrita como “doce, meiga e iluminada”, cuja presença fazia diferença no ambiente de trabalho e na vida de quem cruzava seu caminho. Muitos destacaram a ironia dolorosa de uma trajetória dedicada a salvar vidas ser interrompida de forma tão inesperada.

A morte da médica e da passageira reacende um debate recorrente sobre a segurança nas rodovias brasileiras. Especialistas reforçam que fatores como atenção redobrada, respeito aos limites de velocidade, boas condições das estradas e direção responsável são essenciais para reduzir riscos e evitar tragédias.

Enquanto familiares enfrentam o luto e comunidades tentam lidar com a ausência repentina, o episódio serve como um alerta silencioso, porém urgente. Cada deslocamento exige cuidado, pois, em questão de segundos, histórias inteiras podem ser interrompidas. A memória de Julia Picinini Pelinson permanece como símbolo de uma vida dedicada ao cuidado com o outro e de um futuro que, infelizmente, foi interrompido cedo demais.

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