Identificada mulher encontrada morta dentro de casa em SC, ela deixou três filhos menores

A cidade de Maravilha, no Oeste de Santa Catarina, vive dias de profunda comoção após a morte de Ana Dayse Gomes Provensi, de 36 anos, encontrada sem vida dentro da própria residência na madrugada do último domingo.

Natural de São Paulo, Ana Dayse morava há alguns anos no município catarinense, onde construiu vínculos fortes com a comunidade. Ela estava prestes a concluir sua formação como técnica de enfermagem, com previsão de formatura já no próximo mês — um sonho interrompido de forma trágica.

A notícia abalou colegas, professores e amigos. A instituição de ensino onde ela estudava decretou luto oficial de três dias e organiza uma caminhada em homenagem à estudante. A mobilização também se espalhou pelas redes sociais, com mensagens de pesar e pedidos por justiça.

O velório ocorreu ainda no domingo, na capela mortuária municipal, com cerimônia religiosa realizada na manhã seguinte. O sepultamento está marcado para esta terça-feira (27), em Diadema (SP), cidade onde Ana Dayse nasceu.

Investigação

O caso aconteceu no bairro Kasper, onde Ana Dayse vivia com o marido e os três filhos menores. Segundo a polícia, o principal suspeito é o companheiro da vítima, um homem de 55 anos, que se apresentou espontaneamente à Polícia Militar algumas horas após o ocorrido.

A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, que permanece detido enquanto as investigações prosseguem. De acordo com o delegado responsável, o homem apresentou um relato detalhado durante o interrogatório, mas demonstrou um comportamento descrito como emocionalmente distante.

As crianças que estavam na residência no momento do crime foram imediatamente acolhidas por familiares e estão sob proteção. Não havia registros anteriores de medidas protetivas contra o suspeito.

Cenário preocupante

Dados oficiais revelam que Santa Catarina já contabiliza ao menos seis casos semelhantes em 2026. Em 2025, o estado registrou 225 tentativas e 52 mortes confirmadas, números que reforçam a gravidade do problema e a necessidade de políticas permanentes de prevenção, conscientização e proteção às mulheres.

A morte de Ana Dayse deixa não apenas três filhos órfãos, mas também uma comunidade inteira em luto, marcada pela perda de uma mulher descrita como dedicada, sonhadora e profundamente ligada à família.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *