A Polícia Civil identificou como Alice Soares David, de 34 anos, a mulher encontrada morta na zona sul de São Paulo. O caso, que segue sob investigação, mobilizou equipes da Guarda Civil Municipal, do Corpo de Bombeiros e da perícia técnica, e causou forte repercussão na região.
O encontro ocorreu na tarde de quinta-feira (19), após funcionários de uma empresa acionarem as autoridades ao perceberem um odor intenso vindo de uma mala abandonada em um córrego localizado na Estrada Ecoturística de Parelheiros. Ao chegarem ao ponto indicado, agentes constataram a presença de restos humanos dentro da bagagem.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para auxiliar na retirada do material da água, enquanto a área foi isolada para os trabalhos da perícia. A identificação da vítima foi realizada posteriormente, com base em exames técnicos e cruzamento de informações.
Segundo a polícia, Alice tinha aproximadamente 1,50 metro de altura, cabelos castanhos escuros e uma tatuagem com o nome da mãe em um dos braços — característica que ajudou no processo de reconhecimento. Ela possuía endereço registrado no bairro Cidade Dutra, também na zona sul da capital.
Até o momento da divulgação das informações, não havia registro formal de desaparecimento em seu nome. A polícia informou que trabalha para localizar e comunicar oficialmente os familiares.
O boletim de ocorrência aponta que o corpo estava dividido em sacos plásticos colocados dentro da mala. As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas, e exames periciais deverão indicar a causa e a data aproximada do óbito.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil, que realiza diligências para identificar possíveis envolvidos. Imagens de câmeras de segurança da região e depoimentos de testemunhas podem auxiliar na reconstrução dos fatos e na definição da dinâmica do crime.
Casos como este reacendem discussões sobre violência urbana e a necessidade de respostas rápidas das autoridades. Especialistas destacam que o trabalho técnico da perícia é essencial para reunir provas e garantir que a apuração seja conduzida com rigor.
A polícia reforça que qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada de forma anônima por meio do Disque-Denúncia (181). O caso segue em andamento.