Identificados o adolescente e seu tio que morreram ao serem engolidos por dreno em rio

O primeiro dia de 2026 terminou de maneira profundamente triste para moradores do município de Forquilinha, no Sul de Santa Catarina. Um momento que deveria ser de descanso e convivência familiar acabou se transformando em luto após um grave incidente envolvendo um homem e seu sobrinho adolescente em uma área rural da cidade. O caso, que ainda está sob investigação, reacende o debate sobre segurança em ambientes naturais utilizados para lazer, especialmente aqueles que possuem estruturas técnicas pouco visíveis.

As vítimas foram identificadas como Daniel Pontes, um adolescente de aproximadamente 14 anos, e seu tio, Jack Miranda. Ambos perderam a vida na tarde da última quinta-feira (1º) enquanto nadavam em um rio localizado na comunidade de Linha Eyng, uma região conhecida por atividades agrícolas, especialmente o cultivo de arroz.

De acordo com informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, o rio onde ocorreu o acidente é utilizado como ponto de captação de água para irrigação, possuindo uma estrutura semelhante a uma pequena barragem, equipada com um sistema de drenagem. Esse tipo de mecanismo, apesar de essencial para o funcionamento das lavouras, pode representar riscos elevados para banhistas, principalmente quando não há sinalização adequada alertando sobre o perigo.

Durante o banho, o adolescente teria sido surpreendido pela força da água e acabou sendo puxado em direção ao dreno da estrutura. Ao perceber a situação, o tio tentou ajudá-lo, mas também foi atingido pela correnteza intensa formada no local. Ambos desapareceram na água em poucos instantes.

As equipes de resgate foram acionadas e iniciaram uma operação que mobilizou nove bombeiros, além do apoio da Polícia Militar e da Polícia Científica, responsáveis pelos procedimentos legais. Após buscas no local, os corpos foram localizados e retirados da água, confirmando o desfecho que abalou familiares, amigos e toda a comunidade.

O episódio evidencia um problema recorrente em áreas rurais e regiões com rios, açudes e canais artificiais: a falsa sensação de segurança. Em dias de calor, esses locais acabam sendo utilizados para lazer, muitas vezes sem que as pessoas tenham conhecimento das estruturas submersas ou da força das correntes geradas por sistemas de drenagem e captação de água.

Especialistas alertam que represas, comportas, drenos e canais de irrigação podem criar correntes invisíveis e extremamente perigosas, capazes de arrastar até mesmo adultos com boa condição física. A ausência de placas informativas ou barreiras de proteção agrava ainda mais o risco, principalmente para crianças e adolescentes.

Autoridades reforçam que, antes de entrar em rios ou lagos, é fundamental observar atentamente o ambiente, buscar informações com moradores locais e respeitar qualquer sinal de alerta existente. Em locais onde há interferência humana no curso da água, o risco de acidentes é significativamente maior.

A tragédia em Forquilinha deixa uma marca de dor na comunidade e serve como um alerta importante sobre a necessidade de conscientização, prevenção e fiscalização em áreas naturais utilizadas tanto para trabalho quanto para lazer. O respeito aos limites do ambiente e a atenção aos riscos podem ser decisivos para evitar perdas irreparáveis.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os horários de velório e sepultamento das vítimas.

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