A morte dos irmãos gêmeos Jean e Geovani Oliveira Lima, de 34 anos, causou forte comoção em Guarujá, no litoral de São Paulo. Unidos desde o nascimento, os dois perderam a vida juntos em um grave acidente de motocicleta ocorrido no domingo, dia 18 de janeiro, na Rodovia Cônego Domênico Rangoni.
Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, a motocicleta em que os irmãos estavam seguia no sentido capital quando, durante uma mudança de faixa, o condutor perdeu o controle e colidiu na traseira de um carro. Ambos morreram ainda no local. Não foi informado oficialmente qual dos dois conduzia o veículo no momento do impacto.
Moradores de Guarujá, Jean e Geovani eram conhecidos pela forte ligação familiar e pela relação de parceria que mantinham desde a infância. Cada um deles era pai de dois filhos e vivia em união estável, deixando companheiras e crianças que agora enfrentam um luto duplo e profundo.
Geovani trabalhava como motorista de caminhão em uma distribuidora de ferro e aço, profissão que havia conquistado recentemente e da qual se orgulhava. Comunicativo e expansivo, era lembrado pelos amigos pelo sorriso fácil, pela disposição em ajudar e pelo carinho com a família.
Jean atuava como auxiliar de serviços gerais em um edifício da cidade. Mais reservado, era descrito por familiares como um homem responsável, dedicado ao trabalho e extremamente presente na vida dos filhos. A companheira relatou que ele se esforçava diariamente para garantir uma vida melhor para as crianças e que, na véspera do acidente, o casal havia vivido momentos simples e significativos juntos.
A relação entre os irmãos sempre chamou a atenção de quem convivia com eles. Segundo familiares, eram inseparáveis: onde um estava, o outro também estava. Essa união se refletiu até mesmo na despedida.
O velório e o sepultamento de Jean e Geovani foram realizados juntos, com homenagens semelhantes e detalhes pensados para simbolizar a igualdade e o vínculo que marcaram suas trajetórias desde o início da vida.
A partida dos irmãos deixa uma marca profunda na família e na comunidade local, não apenas pela tragédia do acidente, mas pela história de companheirismo e afeto que eles construíram ao longo de 34 anos — uma caminhada feita lado a lado, do nascimento à despedida.