O início de janeiro de 2026 segue marcado por episódios que despertam comoção e levantam questionamentos em diferentes regiões do país. Em Sinop, município localizado no norte de Mato Grosso, a descoberta da morte de um jovem casal dentro de uma quitinete trouxe consternação à comunidade local e mobilizou as forças de segurança.
O caso foi registrado na tarde desta segunda-feira (12), no bairro Maria Vindilina. As vítimas foram identificadas como Lavinia Eduarda Cichaseski e João Victor da Silva, ambos com apenas 20 anos. O casal havia compartilhado recentemente, nas redes sociais, planos para o futuro, incluindo o anúncio do casamento feito no dia 2 de dezembro de 2025, o que tornou a notícia ainda mais impactante para amigos, familiares e conhecidos.
A Polícia Civil foi acionada após receber uma denúncia anônima relatando uma situação incomum no imóvel onde os jovens residiam. Ao chegarem ao local, os investigadores encontraram os dois corpos no interior da quitinete, posicionados um sobre o outro. Um ventilador permanecia ligado ao lado, o que indica que o ambiente não havia sido alterado desde o momento do ocorrido.
A área foi imediatamente isolada para a realização dos primeiros procedimentos periciais. Durante a vistoria, os agentes localizaram diversos objetos que chamaram a atenção das autoridades e passaram a integrar a linha inicial de investigação. Entre os itens apreendidos estavam estojos de caneta com resíduos de substância em pó, seringas e diferentes tipos de medicamentos.
De acordo com informações preliminares, parte dos remédios encontrados é utilizada no tratamento de condições como obesidade, dores intensas, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Também havia medicamentos normalmente prescritos para o acompanhamento de pessoas em tratamento de dependência química, o que levou os investigadores a considerar diversas hipóteses.
Apesar dos indícios levantados no local, a Polícia Civil reforça que nenhuma conclusão pode ser tomada neste momento. O caso foi oficialmente registrado como morte a esclarecer, classificação utilizada quando não há elementos suficientes para definir a causa do óbito de forma imediata. A confirmação do que de fato ocorreu dependerá dos laudos necroscópicos e toxicológicos, que estão em andamento.
Os exames deverão indicar se houve algum tipo de reação adversa, uso inadequado de substâncias, interação medicamentosa ou outra circunstância que possa ter contribuído para o desfecho. Paralelamente, os investigadores também analisam se existe qualquer possibilidade de envolvimento de terceiros, embora, até o momento, não haja confirmação de natureza criminal.
A morte de Lavinia e João Victor se soma a um cenário de luto que tem marcado os primeiros dias do ano, reacendendo debates sobre saúde mental, uso consciente de medicamentos e a importância do acompanhamento médico adequado. Casos como este também ressaltam a necessidade de atenção aos sinais de sofrimento emocional e à busca por apoio especializado sempre que necessário.
Enquanto as investigações seguem, familiares e amigos utilizam as redes sociais para prestar homenagens ao casal, lembrando a juventude, os sonhos interrompidos e os planos que haviam sido traçados para o futuro. A comoção é visível entre pessoas próximas, que aguardam respostas para compreender o que levou a uma perda tão precoce.
A Polícia Civil de Mato Grosso informou que novas informações serão divulgadas assim que os laudos forem concluídos. Até lá, o caso permanece sob sigilo parcial, respeitando os trâmites legais e o momento delicado vivido pelas famílias envolvidas.