Ressaca com ondas enormes atingem Copacabana e um adolescente está desaparecido; Marinha emitiu alerta

As equipes do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro intensificaram as operações de busca na manhã desta quarta-feira após o desaparecimento de um adolescente de 14 anos no mar de Copacabana, na altura do Posto 2, um dos trechos mais movimentados da orla da Zona Sul da capital fluminense. O caso gerou apreensão entre moradores, turistas e frequentadores da praia, especialmente por ocorrer em meio aos preparativos para o Réveillon, quando a cidade recebe milhares de visitantes.

De acordo com informações repassadas por familiares, o jovem é natural de Campinas, no interior de São Paulo, e estava no Rio de Janeiro aproveitando o período de festas de fim de ano. A viagem tinha como objetivo acompanhar as celebrações e vivenciar a tradicional virada do ano na orla carioca, conhecida internacionalmente por seus grandes eventos e queima de fogos.

O desaparecimento aconteceu em um momento em que o mar apresentava condições adversas. O forte movimento das ondas chamou a atenção de quem estava na areia e tornou a situação ainda mais delicada para as equipes de resgate. Durante a operação, os bombeiros conseguiram salvar outras duas pessoas que também haviam sido levadas pela correnteza, evitando que o número de vítimas fosse maior.

Mesmo para aqueles que não entraram na água, o cenário exigiu cautela. Ondas de grande porte avançaram sobre a faixa de areia e chegaram a atingir áreas próximas às estruturas montadas para os shows de fim de ano, reforçando a percepção de risco. A movimentação intensa dos agentes de resgate, com embarcações, motos aquáticas e apoio aéreo, chamou a atenção de banhistas e turistas que acompanhavam apreensivos o trabalho das equipes.

Diante das condições do oceano, a Marinha do Brasil emitiu um aviso de ressaca, prevendo ondas que podem ultrapassar os 2,5 metros de altura ao longo de todo o litoral do Rio de Janeiro. O alerta reforça a necessidade de atenção redobrada, especialmente em períodos de grande circulação de pessoas nas praias.

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O Corpo de Bombeiros destacou que, além das ondas fortes, o mar apresenta valas profundas e correntes de retorno, fenômenos naturais que dificultam o deslocamento de banhistas e podem surpreender até mesmo pessoas com experiência em natação. Segundo a corporação, essas condições tornam qualquer entrada na água extremamente arriscada.

O tenente-coronel Fábio Contreiras, responsável pelo acompanhamento das ações, explicou que a estratégia adotada inclui o uso de drones equipados com sistema de som, capazes de transmitir mensagens de alerta diretamente às áreas mais movimentadas da praia. A iniciativa busca conscientizar a população sobre os riscos e evitar novos incidentes em um momento em que o mar não oferece segurança para o banho.

A Defesa Civil do Rio de Janeiro também se manifestou, reforçando as recomendações para que banhistas evitem o mar enquanto persistirem as condições de ressaca. O órgão destaca que a prevenção é fundamental, principalmente durante grandes eventos, quando o clima de celebração pode levar algumas pessoas a subestimarem os riscos naturais.

Com a cidade se preparando para um dos maiores réveillons do mundo, as autoridades fazem um apelo à colaboração da população e dos turistas. Respeitar as orientações dos guarda-vidas, observar as bandeiras de sinalização e evitar o banho de mar em dias de alerta são atitudes essenciais para garantir que o período de festas transcorra de forma segura.

As buscas pelo adolescente seguem sendo realizadas com o máximo de empenho, enquanto familiares aguardam por informações. O episódio serve como um importante alerta sobre a força do mar e a necessidade de prudência, lembrando que a segurança deve sempre vir antes da celebração.

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