Tio faz desabafo após morte de adolescente agredido: “Acabaram com uma pessoa maravilhosa”

A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, ocorrida após mais de duas semanas de internação em estado crítico, provocou forte comoção no Distrito Federal e reacendeu debates sobre violência entre jovens e responsabilização criminal. O caso ganhou grande repercussão nacional, especialmente após manifestações públicas de familiares que cobram justiça e esclarecimentos completos sobre o ocorrido.

Rodrigo permaneceu hospitalizado por 16 dias, sob cuidados intensivos, após sofrer agressões que, segundo a Polícia Civil, não foram fruto de um desentendimento ocasional, mas sim de uma ação planejada. A confirmação da morte foi feita nas redes sociais pelo tio do adolescente, o fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury, que publicou uma mensagem emocionada lamentando a perda precoce do sobrinho.

“Não resistiu. Acabaram com uma pessoa maravilhosa de forma gratuita”, escreveu Flávio, destacando o impacto irreparável da tragédia para toda a família. Ele também informou que os pais de Rodrigo estão profundamente abalados e, neste momento, não têm condições emocionais de se pronunciar publicamente.

O adolescente foi agredido por Pedro Arthur Turra, de 19 anos, piloto de Fórmula Delta, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Conforme as investigações avançaram, novas informações reforçaram a gravidade do caso. A polícia apurou que a agressão ocorreu em formato de emboscada, contrariando versões iniciais que sugeriam uma briga espontânea.

De acordo com a apuração policial, o episódio teria começado após Rodrigo se aproximar de uma jovem que seria ex-namorada de um amigo do agressor. Incomodado com a situação, esse jovem teria acionado Pedro Turra com a intenção de “dar um susto” no adolescente. A ação, no entanto, tomou proporções muito mais graves do que o inicialmente planejado.

Rodrigo foi atingido por golpes no rosto e, durante a agressão, acabou sofrendo um impacto na cabeça ao colidir com um veículo estacionado. O conjunto das agressões resultou em um quadro neurológico severo, exigindo intervenção médica imediata. Durante o atendimento hospitalar, o adolescente chegou a enfrentar uma parada cardiorrespiratória prolongada, sendo estabilizado posteriormente pela equipe médica.

Apesar dos esforços dos profissionais de saúde, o estado clínico permaneceu extremamente delicado, levando à confirmação da morte dias depois. Diante da evolução do caso, a Polícia Civil informou que a investigação passou a ser tratada oficialmente como homicídio, e não mais como lesão corporal.

A família de Rodrigo cobra que não apenas o autor direto da agressão seja responsabilizado, mas também outras pessoas que, segundo as investigações, teriam participado do planejamento da ação. Para os familiares, o episódio evidencia como atitudes impulsivas e a banalização da violência podem resultar em consequências irreversíveis.

O caso segue sob investigação e continua mobilizando a opinião pública, que acompanha com atenção os desdobramentos judiciais. A morte de Rodrigo deixa uma lacuna entre amigos e familiares e levanta questionamentos urgentes sobre prevenção da violência, responsabilidade coletiva e o papel da Justiça diante de crimes envolvendo jovens.

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