Tio faz triste desabafo sobre socorro após criança morrer engasgada com bala: “A gente não compreende”

A morte do pequeno Bernardo Cavalcanti Morais de Oliveira, de apenas cinco anos, causou grande comoção em Maceió (AL) e levantou questionamentos sobre protocolos de emergência em estabelecimentos comerciais. O menino passou mal após se engasgar com uma bala enquanto passeava com os avós em um centro de compras da capital alagoana, no último dia 16. Após alguns dias internado, ele não resistiu e faleceu na sexta-feira (20/02/2026).

Segundo relato da família, o que começou como um momento de lazer rapidamente se transformou em uma situação desesperadora. Ao perceberem que a criança apresentava sinais de obstrução das vias respiratórias, os avós buscaram ajuda imediata dentro do estabelecimento.

Em entrevista à imprensa local, o tio do menino, Júlio Cavalcanti, fez um desabafo emocionado e afirmou que os familiares ficaram perplexos com o que consideram falta de preparo adequado para lidar com emergências dessa natureza. “Estamos consternados e em choque. A gente não compreende como um local daquela dimensão não possuía uma equipe apta para socorrer uma criança em uma emergência”, declarou.

De acordo com o relato da família, os primeiros auxílios teriam sido prestados com a ajuda de clientes que estavam no local. Um profissional da área da saúde que fazia compras no momento também teria colaborado no atendimento inicial, orientando sobre a necessidade de encaminhamento imediato ao hospital.

Ainda segundo os familiares, o deslocamento até uma unidade de saúde ocorreu em veículo particular, com o apoio de um cliente que se ofereceu para transportar a criança. Eles afirmam que, naquele momento, não houve acionamento imediato de equipes especializadas de resgate.

Bernardo foi internado e recebeu atendimento médico, mas o quadro evoluiu com complicações decorrentes do período em que ficou sem oxigenação adequada. Após dias de cuidados intensivos, o menino não resistiu.

Em nota oficial, a rede de lojas Havan manifestou profundo pesar pelo ocorrido e solidariedade à família. A empresa informou que possui funcionários treinados para situações de primeiros socorros e que o atendimento foi iniciado assim que o problema foi identificado. A nota também menciona que um profissional de saúde presente no local auxiliou nas orientações prestadas à família.

O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes para esclarecer detalhadamente as circunstâncias do atendimento e verificar se todos os protocolos foram seguidos adequadamente.

Especialistas destacam que situações de engasgo exigem ação rápida e conhecimento de técnicas específicas de desobstrução das vias aéreas, como a manobra adequada para cada faixa etária. A orientação é que estabelecimentos com grande circulação de pessoas invistam em treinamento contínuo de equipes e que familiares também busquem informações sobre primeiros socorros, já que a rapidez na resposta pode ser determinante.

A morte de Bernardo reforça a importância da capacitação em emergências e deixa uma mensagem de alerta sobre a necessidade de preparo em ambientes de grande fluxo de público.

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