Turista idosa morre após acidente ao sair de piscina; caso serve de alerta

O período de verão costuma ser associado a descanso, viagens e momentos de lazer em família, especialmente em cidades litorâneas. Piscinas, sejam em residências, condomínios ou pousadas, tornam-se pontos de encontro e diversão. No entanto, situações aparentemente simples podem se transformar em acidentes graves quando cuidados básicos de segurança são negligenciados.

Foi o que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 1º de janeiro, em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Uma turista de 67 anos, natural de Ribeirão Preto, morreu após sofrer uma queda ao sair da piscina de um condomínio localizado na Praia da Cocanha, onde estava hospedada com familiares para passar o feriado de Ano-Novo.

Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, a idosa teria perdido o equilíbrio ao deixar a área da piscina e acabou caindo em um desnível de aproximadamente 3,5 metros, existente no quintal do imóvel. O local, de acordo com relatos preliminares, apresentava características que exigiam atenção redobrada, como piso molhado e diferença de nível entre os espaços.

Assim que o acidente aconteceu, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas. Os socorristas chegaram rapidamente ao condomínio e realizaram os procedimentos de emergência. Apesar do empenho das equipes, a vítima não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado ainda no local.

Conforme registrado no boletim de ocorrência, familiares informaram às autoridades que a turista havia consumido bebida alcoólica antes do acidente. Essa informação será considerada no contexto da investigação, pois o consumo de álcool pode afetar o equilíbrio, os reflexos e a percepção de risco, especialmente em ambientes com superfícies escorregadias ou desníveis acentuados.

A área foi isolada para a atuação da perícia técnica, e a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar detalhadamente as circunstâncias da queda. A investigação busca esclarecer fatores estruturais, condições do local e demais elementos que possam ter contribuído para o ocorrido.

O episódio chama a atenção para um tema recorrente durante o verão: a segurança em áreas de lazer aquáticas, sobretudo quando envolvem pessoas idosas. Especialistas em prevenção de acidentes destacam que pisos molhados, degraus sem sinalização, ausência de corrimãos e iluminação inadequada aumentam significativamente o risco de quedas.

Entre as recomendações mais comuns estão o uso de pisos antiderrapantes, instalação de barras de apoio, manutenção adequada do entorno da piscina e a orientação para que banhistas evitem o consumo de álcool antes de nadar ou circular em áreas molhadas. O uso de calçados apropriados também pode reduzir consideravelmente o risco de escorregões.

Além da estrutura física, o comportamento dos usuários é um fator determinante. A atenção ao caminhar, o respeito aos limites do próprio corpo e a adoção de medidas preventivas simples podem fazer a diferença entre um momento de lazer seguro e uma situação irreversível.

A morte da turista gerou comoção entre familiares e moradores da região e serve como um alerta importante para proprietários de imóveis, administradores de condomínios e visitantes. Em meio ao clima de férias e descontração, o caso reforça que segurança e lazer devem caminhar juntos, para que momentos de descanso não sejam interrompidos por tragédias evitáveis.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *