O caso envolvendo a morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, segue provocando forte repercussão e mobilizando sentimentos de indignação e tristeza na região onde o crime ocorreu. Após a confissão do principal suspeito, Cleber Rosa de Oliveira, que atuava como síndico do prédio onde a vítima residia, moradores do condomínio protagonizaram um episódio de revolta que ganhou destaque nas redes sociais.
Daiane foi morta após uma sequência de conflitos com Cleber, com quem mantinha desentendimentos recorrentes. Segundo informações da investigação, a corretora havia registrado ao menos dez boletins de ocorrência contra o síndico ao longo do tempo, relatando situações de conflito e tensão. O histórico reforçou a linha de apuração da polícia desde o início das investigações.
A vítima foi vista com vida pela última vez no dia 17 de dezembro, quando entrou no elevador do prédio em direção ao subsolo. A partir daquele momento, familiares passaram a viver um período de angústia, já que Daiane permaneceu desaparecida por cerca de 40 dias. O caso ganhou ampla divulgação, com buscas e apelos públicos por informações que pudessem levar ao seu paradeiro.
Após dias de investigação e coleta de provas, Cleber Rosa de Oliveira passou a ser considerado o principal suspeito. Confrontado pelos investigadores, ele acabou confessando o crime e indicou o local onde o corpo da vítima havia sido ocultado. O corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata no município de Caldas Novas, em Goiás, o que confirmou oficialmente a autoria e encerrou a fase de incerteza quanto ao desaparecimento.
Com a confissão, a notícia rapidamente se espalhou pelo condomínio onde Cleber morava. Em um momento de forte comoção, um grupo de moradores, ainda não identificado, invadiu o apartamento do síndico e causou danos ao imóvel. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o local pichado, com móveis danificados e sinais de furto de fios e outros objetos.
A repercussão das imagens dividiu opiniões. Enquanto algumas pessoas manifestaram compreensão diante da revolta causada pelo crime, outras destacaram que atos de depredação não contribuem para o processo de justiça e podem gerar novas responsabilidades legais. As autoridades reforçam que qualquer ato desse tipo deve ser apurado separadamente.
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Além de Cleber, a polícia também prendeu o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira. Ele é investigado por possível participação no crime e por tentar ajudar o pai a dificultar o andamento das investigações. Ambos permanecem à disposição da Justiça.
Cleber vai responder por homicídio e ocultação de cadáver. Já o filho é investigado por envolvimento direto e por possíveis ações para atrapalhar o trabalho policial. As penas e responsabilidades serão definidas ao longo do processo judicial.
Em entrevista à imprensa, a mãe de Daiane falou sobre a localização do corpo da filha e descreveu sentimentos contraditórios. “É um alívio saber onde minha filha está, mas também sinto muita dor pelo que aconteceu”, afirmou.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades e continua causando grande impacto emocional, reacendendo debates sobre segurança, conflitos em ambientes residenciais e a importância de buscar soluções institucionais diante de situações de ameaça ou violência.