A família do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, segue vivendo dias de apreensão desde a agressão que deixou o jovem em estado crítico. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o garoto permanece sob cuidados intensivos enquanto médicos avaliam a necessidade de novos procedimentos para garantir sua estabilidade clínica.
Neste domingo, 1º de fevereiro, Flávio Fleury, tio de Rodrigo e porta-voz da família, voltou a se manifestar publicamente para atualizar o estado de saúde do sobrinho. Segundo ele, o quadro continua sendo considerado gravíssimo, exigindo atenção constante da equipe médica.
“Ele se mantém em estado gravíssimo. Não tem como se manter ali sem a traqueostomia. Tem que fazer para proteção do paciente”, afirmou Flávio, ao explicar que o procedimento é visto como essencial para preservar as funções respiratórias do adolescente e evitar novas complicações.
Rodrigo foi agredido na sexta-feira, dia 23, após um desentendimento com Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Conforme informações apuradas pela investigação, os dois se envolveram em uma luta corporal, durante a qual Rodrigo recebeu diversos golpes na região do rosto. Em determinado momento, o adolescente acabou batendo a cabeça contra um veículo que estava estacionado no local.
A queda provocou um traumatismo craniano grave, levando Rodrigo a ser socorrido em estado crítico. Já no hospital, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória que durou cerca de 12 minutos, situação que agravou ainda mais seu quadro clínico. Desde então, o jovem permanece internado na UTI, sob monitoramento constante.
O caso ganhou ampla repercussão não apenas pela gravidade das lesões sofridas por Rodrigo, mas também pelo histórico atribuído ao agressor. O que inicialmente poderia ser interpretado como um episódio isolado acabou revelando, segundo a polícia, um padrão de comportamento violento.
De acordo com informações levantadas durante as investigações, Pedro Turra já havia sido denunciado anteriormente por outras agressões. Um homem relatou ter sido atacado na porta do condomínio onde o suspeito morava, episódio que foi registrado em vídeo e anexado ao inquérito. As imagens mostram o agressor desferindo vários golpes no rosto da vítima.
Outro jovem, de 18 anos, também procurou a polícia no ano passado. Ele afirmou que foi cercado por amigos de Turra enquanto sofria agressões, relatando que os primeiros golpes foram desferidos quando estava de costas. Além disso, uma jovem de 18 anos relatou ter sido vítima de agressão quando ainda tinha 17, prestando depoimento acompanhada da mãe, com a identidade preservada.
Diante da gravidade dos fatos e da reincidência apontada nas denúncias, a Justiça decretou, na última semana, a prisão preventiva de Pedro Turra, que já se encontra detido. As autoridades seguem apurando todas as ocorrências para definir as responsabilidades legais.
Enquanto isso, familiares e amigos de Rodrigo mantêm vigílias, manifestações e pedidos por justiça, acompanhando cada atualização médica com esperança. A expectativa agora gira em torno da realização do procedimento indicado pela equipe médica e de sinais positivos de recuperação do adolescente.
O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil e pela Justiça, enquanto a família aguarda, com cautela e fé, por avanços no estado de saúde do jovem.