As buscas pelas vítimas desaparecidas no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV chegaram ao quarto dia nesta segunda-feira (16), em Manaus. O acidente ocorreu na última sexta-feira (13), nas proximidades do Encontro das Águas, um dos principais cartões-postais da capital amazonense. Até o momento, sete pessoas continuam desaparecidas.
A embarcação havia partido de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte quando afundou durante o trajeto. Mais de 70 passageiros foram resgatados com vida logo após o ocorrido, graças à rápida mobilização de equipes de socorro e ao apoio de embarcações que navegavam pela região no momento do acidente. Duas mortes foram confirmadas pelas autoridades.
Entre os desaparecidos está o cantor Fernando Grandêz, conhecido no cenário musical de Manaus e com atuação em eventos culturais na cidade. Também seguem sendo procurados Romulado de Almeida, identificado como “seu Almeida”, além de três mulheres: Patrícia Silva, Ana Carla e Apoliana. Outras duas pessoas continuam desaparecidas, mas seus nomes ainda não foram oficialmente divulgados.
As vítimas que tiveram as mortes confirmadas foram identificadas como Samila de Souza, de 3 anos, e Lara Bianca, de 22 anos. Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) no sábado (14). Samila estava em Manaus pela primeira vez, acompanhada da avó, em viagem de férias. Já Lara era estudante de odontologia, natural de Nova Olinda do Norte, e estava prestes a concluir a graduação. Familiares e amigos das duas receberam manifestações de solidariedade nas redes sociais.
As operações de busca seguem de forma intensa. O Corpo de Bombeiros mobilizou 44 militares, incluindo 21 mergulhadores especializados, além de cinco embarcações que atuam diretamente na área do naufrágio. De acordo com as autoridades, o ponto onde a lancha afundou está localizado a cerca de 50 metros de profundidade, o que aumenta o grau de dificuldade das operações.
Uma equipe especializada do município de Itacoatiara também foi acionada para reforçar as varreduras ao longo do rio Amazonas, ampliando o raio de buscas na tentativa de localizar os desaparecidos.
A Marinha do Brasil acompanha o caso e conduz os procedimentos para apurar as circunstâncias do acidente. Enquanto isso, familiares aguardam notícias com expectativa e esperança, acompanhando de perto o trabalho das equipes de resgate.
O caso gerou grande comoção na capital amazonense e reacendeu discussões sobre segurança no transporte fluvial, meio amplamente utilizado na região Norte do país.