As seis pessoas que perderam a vida após um grave acidente com uma embarcação na divisa entre São Paulo e Minas Gerais foram oficialmente identificadas pelas autoridades. O caso gerou forte comoção na região, especialmente na cidade de Franca (SP), de onde eram todas as vítimas.
O acidente aconteceu quando um grupo de 15 pessoas deixava um bar flutuante e seguia em direção a uma residência localizada às margens do rio. Durante o trajeto, a lancha colidiu com uma estrutura de madeira posicionada na margem — descrita por testemunhas como um píer. Com o impacto, a embarcação virou.
De acordo com relatos de pessoas que presenciaram o momento, o local estaria com pouca iluminação e não havia sinalização visível indicando a presença da estrutura. As circunstâncias exatas da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.
Com a embarcação virada, parte dos ocupantes foi lançada na água. Equipes de resgate foram acionadas rapidamente, mas seis pessoas não resistiram. Outras nove conseguiram sobreviver. Três delas apresentaram ferimentos leves, receberam atendimento médico e já tiveram alta.
Entre as vítimas estão Bento Aredes, de 4 anos, e sua mãe, Viviane Aredes, de 36 anos. Viviane era irmã da primeira-dama do município de Patrocínio Paulista (SP), o que ampliou a repercussão do caso na região. Também foram identificados Wesley Carlos da Silva, de 45 anos, que conduzia a embarcação; Marina Matias Rodrigues, de 22 anos; Juliana Fernanda O. S. Ferreira, de 40 anos; e Erica Fernanda Lima.
Informações preliminares do Corpo de Bombeiros indicam que a embarcação apresentava pendências na documentação. Além disso, foi informado que o condutor não possuía a habilitação náutica exigida pela Marinha do Brasil, conhecida como Arrais-Amador, necessária para condução desse tipo de veículo.
Outro ponto destacado pelas equipes de resgate é que, entre as vítimas fatais, apenas três utilizavam colete salva-vidas no momento do acidente. Especialistas reforçam que o uso adequado de equipamentos de segurança é fundamental para reduzir riscos em atividades náuticas.
As autoridades ainda aguardam laudos técnicos para determinar oficialmente as causas das mortes e esclarecer se elas ocorreram em decorrência do impacto ou por outro fator relacionado ao acidente.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Araxá (MG). Os sepultamentos estão previstos para esta segunda-feira (23/02/2026), em cerimônias marcadas por homenagens e manifestações de solidariedade às famílias.
O caso reacende o debate sobre segurança em passeios náuticos, especialmente quanto à regularização de embarcações, habilitação dos condutores, sinalização adequada de estruturas próximas à água e uso obrigatório de equipamentos de proteção. As investigações seguem em andamento.