O que começou como um passeio entre amigos terminou de forma trágica e abalou profundamente a comunidade de Marabá, no sudeste do Pará. Após mais de 36 horas de buscas intensas, foi confirmado nesta quinta-feira (19) o falecimento do médico Arlen Martins Rocha, que havia desaparecido nas águas do Rio Tocantins.
Arlen estava desaparecido desde a tarde de terça-feira (17), quando participava de um passeio de lancha nas proximidades da Praia do Tucunaré, um dos pontos turísticos mais frequentados da cidade. O grupo foi surpreendido por um forte temporal, com chuva intensa e aumento repentino da correnteza.
Diante das condições adversas, os ocupantes decidiram atracar a embarcação em um flutuante para aguardar a melhora do tempo. No entanto, com a força da água e do vento, a lancha acabou se soltando e começou a ser arrastada pelo rio.
Segundo relatos de testemunhas, um dos amigos entrou na água para tentar conter o barco. Ao perceber a situação, Arlen mergulhou em seguida para prestar ajuda. O primeiro homem conseguiu retornar à embarcação e foi resgatado, mas o médico acabou sendo levado pela correnteza e não foi mais visto.
As buscas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, familiares, amigos e contaram com o apoio aéreo do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará. O corpo foi localizado no município de Itupiranga, a aproximadamente 67 quilômetros do local do desaparecimento.
O reconhecimento foi feito pelo irmão da vítima em uma área de difícil acesso. A remoção até o Instituto Médico Legal (IML) de Marabá foi realizada com auxílio de helicóptero.
Arlen Martins Rocha era bastante conhecido na região por sua atuação no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Centro Regional de Saúde e em plantões no Hospital Materno Infantil. Colegas de profissão e moradores lamentaram a perda e destacaram sua dedicação à medicina e ao atendimento emergencial.
O caso reforça o alerta sobre os riscos de atividades aquáticas durante condições climáticas instáveis. Especialistas orientam que, em situações de tempestade ou aumento repentino da correnteza, o mais seguro é evitar entrar na água e aguardar em local protegido.
A morte do médico gerou forte comoção na cidade e deixou familiares, amigos e pacientes consternados com a perda precoce.