Professora de creche dava “calmante” para os bebês dormirem mais cedo e conseguir sair antes do horário

Um caso grave de negligência e abuso infantil chocou a cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Uma funcionária de creche, de 23 anos, foi indiciada após confessar que administrava laxantes a crianças de até 2 anos de idade sem o conhecimento dos pais ou da direção da unidade.

De acordo com as investigações, a jovem oferecia a substância às crianças alegando se tratar de guloseimas. A motivação, segundo o depoimento prestado às autoridades, seria fazer com que os bebês apresentassem mal-estar, levando os responsáveis a buscá-los mais cedo e, consequentemente, reduzindo seu período de trabalho.

O caso veio à tona após uma das mães relatar que o filho apresentava episódios recorrentes de diarreia por cerca de dois meses, sem causa médica aparente. A situação passou a ser investigada depois que a funcionária foi desligada da creche por outros motivos administrativos. A partir de relatos e averiguações internas, surgiram indícios que levaram ao aprofundamento das apurações.

As autoridades confirmaram que a suspeita foi formalmente indiciada por agressão qualificada e por colocar em risco a saúde das crianças. O caso segue sob análise judicial.

Especialistas ressaltam que qualquer administração de medicamento em ambiente escolar deve ocorrer exclusivamente com autorização formal dos pais e prescrição médica, seguindo protocolos rigorosos.

O episódio reforça a importância de acompanhamento atento por parte dos responsáveis e da adoção de critérios rígidos de supervisão e controle em instituições que cuidam de crianças pequenas.

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